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Tenho tantos cabelos brancos vejo-me no espelho e quanta mudança, onde estará minha áurea de inocência? Tanto tempo se foi e eu mal sei escrever, por mais que eu queria explicar; vem um novo dia. Por mais que eu queria saber; ainda existe o céu e o mar.
Filosofia boba, conhecimento barato, educação de quinta, vem a sexta e logo a melancolia do domingo, uma nova segunda chance de viver, uma fotografia antiga e meu rosto no espelho e toda minha gana de viver.
Sei que existe algo maior que ultrapassa as barreiras do tempo e ocupa meu espaço, que preenche um buraco vazio.
Quero um novo dia para te conhecer, quero novos momentos para aprender, que sejam eternas as tuas palavras
Tão distante de tudo e tão perto do meu caminho, desejo que esta seja a direção, ou todo meu esforço irá em vão.
o tempo do indefinido faz-se presente, segura a minha mão, guia-me; coloca meus passos no caminho, faça dos teus os meus planos, conheçe o meu coração, os meus pensamentos inquietantes. Leve-me
Que seco seja o deserto, não faço as malas mas coloco o pé na estrada, não digo que vou mais aqui não estou.
Leve-me para mim mesmo.
Daqui se vê em pé
Dizem até
Que artemis o matou por amor
Mas eu não levo fé
Longe
Eu posso ser ninguém
Pois longe ser ninguém é ok
Novo chão velha constelação
Dá saudade de ouvir falar
Saudade de sentir
Saudade de te encontrar
Vai amanhecer
Aí que horas são?
Aqui faz tanto frio
Aí é verão
Vai amanhecer
Ah...eu tinha um vidão
Lua crescente
Daqui se vê um d
D de down, não leva a mal, por favor
Aqui tá zero grau
Dá preguiça de explicar
Saudade de sentir
Saudade de voltar